segunda-feira, 9 de maio de 2022

MERCADO DE TRABALHO NO VAREJO DE MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO NO PAÍS APRESENTA ESTABILIDADE EM MARÇO

No mês, foram registradas 3.636 admissões e 3.615 desligamentos

O mercado de trabalho do varejo de materiais de construção da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) apresentou estabilidade no último mês de março. Com apenas 21 empregos gerados, foram registradas 3.636 admissões e 3.615 desligamentos, para quase 88,5 mil vínculos empregatícios com carteira assinada.

O resultado é substancialmente inferior ao saldo positivo de 504 vagas de fevereiro passado e também bem menor que o registrado em março de 2021, quando na RMSP houve um avanço de 426 postos de trabalho. Na capital paulista, o terceiro mês de 2022 mostrou queda de 70 vagas, contrapondo-se à criação de 149 vagas do mesmo período do ano anterior.

O grupo de materiais de construção em geral apresentou perda de 79 vagas. Já o comércio varejista de ferragens e ferramentas foi o que mais evoluiu em números absolutos, com 67 novos vínculos empregatícios. 

Também na RMSP, no primeiro trimestre foram firmados 576 novos empregos na RMSP. E considerando o desempenho acumulado dos últimos doze meses, do início de abril de 2021 ao fim de março de 2022, houve uma evolução de mais de 5,5 mil novos postos de trabalho. Neste último caso, seguem à frente os grupos varejistas de ferragens e ferramentas (+1.317 vagas) e de materiais de construção em geral (+1.914 vagas).

“Os números praticamente estáveis em março refletem o compasso de espera do setor de comércio de materiais de construção e demais estabelecimentos congêneres para a realização de mais investimentos em mão de obra”, comenta o economista Jaime Vasoncellos, consultor do Sindicato do Comércio Varejista de Material de Construção, Maquinismos, Ferragens, Tintas, Louças e Vidros da Grande São Paulo (Sincomavi).

Segundo ele, este é um processo esperado, frente a uma conjuntura econômica difícil ao consumo das famílias e consequentemente da economia em geral. Os elevados indicadores inflacionários não cessam, bem como há piora nos níveis de endividamento e inadimplência dos consumidores. “Esta realidade, junto ao encarecimento do crédito e do próprio financiamento imobiliário, gera o crescimento de incertezas e naturalmente sentimento de cautela para novos investimentos”, conclui.

Com portal Sincomavi

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